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Assim eu poderia estar, meu filho,
Triste, cinza, e vendo tudo escuro,
Com o mar bravio a se agitar,
Nuvens pretas a indicar tempestade,
Tudo triste, querido, nenhum brilho,
Por seu falecimento prematuro
Que nos deixou com lágrimas no olhar
Deixando-nos, querido só Saudade...
Tudo seja assim se não tivéssemos,
Dentro de nossa alma algo tão forte
Como a fé e a coragem de seguir
Além, até luzirem os olhos teus;
E continuaria assim, se não soubéssemos,
Que mais além há um porto onde se aporte,
Que nos permita ver o sol luzir,
Lá onde está o Pai, o nosso Deus!


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Viu, meu Amor, a vida é o que eu te disse...
Passa rápida, nem dá pra se olhar,
E a gente, então, tem medo do trajeto...
Não o tenha, meu Bem, é como o eclipse
Que nos oculta da lua o brilhar,
Deixando quem o vê, triste, inquieto.
O pior já passou, meu Luiz Antonio,
Agora é Paz, é Luz, Tranqüilidade,
E viver, respirar, só no Senhor...
Não mais sentir, meu Filho, o pandemônio
Que nos afasta da Felicidade,
Que nos impede de viver com amor.
Ah, Meu Filho Querido, estás vivo
Em nossa mente, em nosso coração;
Falamos em ti tão normalmente,
De um modo tão doce, afetivo,
Que às vezes me parece dar-te a mão,
E te sentimos, Filho, aqui presente...
Contamos tuas estórias engraçadas,
Teus casos de namoro, teus carinhos,
Tuas noites de luz, tuas vitórias
Que sabemos não ser encerradas
Assim tão buscamente meu Menino,
Hás de vivê-las ‘inda que em memória.




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Conversando  com  Você...

Rosa Magaly Guimaraes Lucas

(Eire)

 (A meu filho Luiz Antonio, que voltou aos braços de Deus a 02/02/03)


 


   
                         

                                                                                

 

                                            
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